Ouvir este artigo
    — palavras
    00:00 00:00

    O plenário da Câmara dos Deputados realizou nesta quarta-feira (22) sessão solene para comemorar os 50 anos do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Solicitada pelas deputadas federais Iza Arruda (MDB-PE) e Alice Portugal (PCdoB-BA), a solenidade tem como objetivo central reconhecer a categoria e destacar seu papel enquanto profissionais que valorizam o Sistema Único de Saúde (SUS).

    De acordo com o requerimento da deputada Iza Arruda, o ano de 2025 marca meio século da criação do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), entidade que, segundo ela, é responsável pela regulamentação e fiscalização do exercício profissional de mais de 400 mil fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais em todo o país.

    “Ao longo dessas cinco décadas, a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional consolidaram-se como pilares essenciais para a efetivação do direito à saúde, previsto nos artigos 6º e 196 da Constituição Federal de 1988, especialmente por sua atuação como profissões de primeiro contato e pela presença em todos os níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz a deputada em seu requerimento.

    Entre as convidadas para participar da sessão solene, estava a vice-presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Marianna de Sousa, que falou com o Poder Delas e enfatizou a importância da solenidade que ela classificou como “dia histórico”.

    “Porque nunca ocorreu uma sessão solene voltada para essas profissões [fisioterapeuta e terapeuta ocupacional]. Por isso, estamos hoje aqui muito emocionados”, ressaltou Marianna de Sousa.

    A vice-presidente falou sobre as principais demandas da categoria e lembrou que a falta de cursos, tanto no âmbito da graduação quanto da pós-graduação, é o principal empecilho para a ampliação e melhoria do serviço prestado pelos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

    “Hoje nós temos um grande gargalo que seria a nossa formação. Temos poucas universidades requerendo curso, e nós sabemos que existe uma demanda reprimida social muito grande para as duas profissões. Então, tanto para fisioterapia quanto para fisioterapia ocupacional”, diz.

    Marianna de Sousa também comentou sobre o papel do poder público e observou a função do governo federal e do Congresso Nacional na execução da prestação de um serviço fisioterapêutico que busca estar mais presente na vida da população.

    “Saúde se faz na presencialidade. Então, o governo precisa olhar para isso, pois nós precisamos de profissionais que tenham de fato uma formação presencial e isso implica nas ações tanto do MEC, do Ministério da Saúde, e pelos parlamentares que tanto nos ajudam em nossas causas”, destaca a vice-presidente do COFFITO.