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    O projeto de lei que cria o Programa de Avaliação Geriátrica Ampla e Periódica (Agap) no Sistema Único de Saúde (SUS) foi aprovado, em dezembro do ano passado, pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. A proposta tem como objetivo garantir acompanhamento preventivo e integral para brasileiros com 60 anos ou mais.

    A aprovação da matéria foi lembrada pela autora do projeto, a deputada federal Ely Santos (Republicanos-SP), que afirmou que a iniciativa busca assegurar mais dignidade, atenção e qualidade de vida para a população idosa.

    “Avaliação completa e periódica para idosos no SUS. Projeto de minha autoria aprovado em comissão. Mais cuidado preventivo, acompanhamento contínuo e atendimento mais humano para pessoas com 60 anos ou mais no SUS”, escreveu a deputada em suas redes sociais.

    Segundo Ely Santos, o projeto cria, no âmbito do SUS, um programa de avaliação completa e periódica voltado a idosos com mais de 60 anos, com foco na prevenção e no cuidado integral da saúde.

    “Esse programa vai permitir avaliações feitas por uma equipe de profissionais, olhando a saúde do idoso como um todo: a física, a mental, a alimentação, o uso de medicamentos e também a parte social e emocional. Os atendimentos poderão acontecer nas unidades de saúde, em centros especializados e, quando necessário, até na casa do paciente”, afirmou.

    Pela proposta, ficam estabelecidas avaliações multidisciplinares para analisar o estado funcional, cognitivo, emocional, nutricional, farmacológico e social da pessoa idosa. Os exames e consultas poderão ocorrer em unidades de saúde, centros especializados ou no domicílio do paciente, com periodicidade definida conforme o risco clínico identificado em cada caso.

    O programa poderá ser executado em parceria com universidades, hospitais universitários e entidades da sociedade civil organizada.

    “O objetivo é simples: cuidar melhor dos nossos idosos, com mais dignidade, atenção e qualidade de vida. Seguimos trabalhando com responsabilidade para fortalecer o SUS e proteger quem mais precisa”, concluiu a deputada.

    Para virar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.