Ouvir este artigo
    — palavras
    00:00 00:00

    O Senado realizou sessão especial, nesta terça-feira (16), para celebrar os 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Solicitada pelo senador e médico Marcelo Castro (MDB-PI), a sessão especial buscou valorizar a importância da fundação que atualmente possui cerca de 14 mil trabalhadores e trabalhadoras, e é responsável pela produção de 79,9 milhões de doses de vacinas e 788,9 milhões de unidades farmacêuticas (medicamentos) para o Sistema Único de Saúde (SUS).

    A Fiocruz também mantém 30 áreas de pesquisa, com mais de 1.810 mil projetos em ciência, tecnologia e inovação em saúde. No âmbito do ensino, a fundação oferece 49 programas de mestrado e doutorado, além de 56 cursos de especialização. Somente em 2024, segundo dados da própria Fiocruz, foram registradas mais de 237 mil novas matrículas em cursos de qualificação profissional pelo Campus Virtual Fiocruz. E no que se refere ao atendimento à população, foram realizados 301.145 mil atendimentos ambulatoriais, 63.983 mil visitas domiciliares e o acompanhamento de 226.925 mil pacientes.

    Em entrevista ao Poder Delas, a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, falou sobre a relevância da Fiocruz para o desenvolvimento da saúde e da ciência do país.

    Segundo a presidente, a Fiocruz tem um papel de destaque na defesa da vida, da soberania nacional ao oferecer acesso a vacinas.

    “Essa entidade é fundamental. A fundação tem uma história ligada ao cuidado da população brasileira e uma relação direta de desenvolvimento da ciência”, disse Fernanda.

    Ainda de acordo com a presidente, o trabalho que a Fiocruz desempenha no país é “digno” e “distinto”, por isso, a fundação chega aos seus 125 anos com grande credibilidade diante à população brasileira por ter um papel essencial para a melhoria da qualidade da saúde pública no país.  

    “Mas nunca esquecendo do controle social do SUS, da relação das defesas das políticas públicas. Por isso, se torna um exemplo de excelência na ciência em nosso país, sendo propagada para todo mundo, e reconhecida, inclusive, na Assembleia Mundial da ONU neste ano”, explicou Fernanda Magano.

    A Fiocruz é a principal instituição de pesquisa biomédica e de saúde pública da América Latina, vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil. Criada em 1900, atua no desenvolvimento científico e tecnológico, produção de vacinas e medicamentos para o SUS, formação de recursos humanos para a saúde, e na implementação de políticas sociais e de cidadania.