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    A professora adjunta do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB) e docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UnB, Elaine Barros foi uma das convidadas para participar, nesta segunda-feira (30), da sessão solene da Câmara dos Deputados, em comemoração aos 50 anos do curso de graduação em Enfermagem da UnB.

    O evento, que foi solicitado pelo deputado federal Reginaldo Vero (PV-DF), foi motivado em razão da boa pontuação que o curso tem tido no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) – o curso recebeu nota 4 em 2023 – com destaque tanto no contexto nacional quanto internacional, o que, segundo o deputado, reflete também na formação dos enfermeiros e na qualidade dos serviços prestados por eles.

    “A formação de nossos profissionais possui perfil humanizado e de responsabilidade social com aprimoramento em diversos cenários de prática do Sistema Único de Saúde Brasileiro”, sustenta Veras.

    A professora Elaine Barros falou com o Poder Delas e comentou sobre a formação universitária que atualmente é oferecida na UnB destacando o papel fundamental que a enfermagem tem tido ao logo dos 50 anos de existência do curso na universidade.

    “Na construção do curso e ao longo desses 50 anos a gente tem toda uma trajetória árdua mesmo de construção de espaços físicos, de corpo docente, de desafios que são construídos nesse processo”, disse.

    Para a professora, que é chefe do Departamento de Enfermagem da UnB, os principais desafios enfrentados pela direção do curso é justamente a busca por uma educação de qualidade, com mais investimentos no segmento da pesquisa, extensão e ensino.

    “Para que o nosso corpo docente e nosso corpo discente possa crescer ainda mais nesse contexto e que a ponta desse cuidado seja de fato atingida”, explica Barros. “O paciente, aquela pessoa vai ser beneficiada da qualidade da formação desse profissional que hoje é formado na Universidade Brasília”, completa.

    A professora também falou sobre os avanços da inteligência artificial (IA) e enfatizou que a universidade está totalmente aberta para as novas tecnologias e que seu uso será cada vez mais frequente, porém, dentro de princípios éticos e profissionais.

    “Tudo que é novo tentar abordar para tentar trabalhar dentro desse processo. Hoje nós temos construído uma nova vertente de conhecimento mesmo para tentar acompanhar esse processo da inteligência artificial, esse tem sido um movimento da universidade como um todo”, diz.

    A tendência, ressalta Barros, é de que esse conhecimento seja cada vez mais assimilado pela universidade e faça parte do dia a dia tanto dos professores quanto dos alunos do curso de enfermagem.

    “Acredito que a partir de agora isso vai acontecer mais consolidado. Para que integrar e somar para aquilo que a gente produz em pesquisa, extensão e ensino”, afirma a professora Elaine Barros.