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    A reforma administrativa que tramita na Câmara dos Deputados, com apoio inclusive do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não deve receber os votos da deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) para ser aprovada. Em manifestação ocorrida no último dia 30 em Brasília, a deputada disse que é preciso dizer: “não à reforma administrativa”.

    “Não podemos permitir que destruam o serviço público no Brasil”, afirmou a parlamentar.

     O texto da reforma administrativa foi elaborado por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que criou a proposta de emenda à Constituição (PEC) 38/25, que está estruturada em quatro eixos: 1) promover a eficiência na administração pública, com metas e resultados; 2) assegurar o direito à inclusão digital, por meio do governo eletrônico; 3) profissionalizar e reestruturar as carreiras no Poder Executivo; 4) eliminar privilégios, como a aposentadoria compulsória de juízes, promotores e procuradores.

    Porém, para a deputada, todas essas propostas não condizem com a realidade, é precisam ser revistas, para que não só a população, mas também os funcionários públicos, não venham a sofrer com a precarização dos serviços públicos.

    “A chamada “reforma administrativa” é um ataque direto ao povo, porque enfraquece o Estado, desmonta carreiras e compromete serviços essenciais como saúde, educação e segurança”, afirma Adriana Accorsi.

    Na visão, a proposta precisa ser melhor debatida, uma vez que suas determinações alcançarão não apenas a administração federal, como também o serviço público de estados e municípios.

    “É hora de ficar atento, mobilizado e firme na defesa do que é do povo. “Defender o serviço público é defender o Brasil”, destaca a deputada.