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Damares Alves diz estar preocupada com crianças que vivem nas periferias atingidas pela operação no RJ que deixou mais de 120 pessoas mortas
A senadora e presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), senadora Damares Alves (Republicanos-DF) diz estar preocupada com a operação ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira (28), no Rio de Janeiro. Segundo a senadora, as cenas divulgadas sobre a operação são “gravíssimas” e lembram cenas de guerra.
“Tudo o que nós queremos saber é quando essa ação foi planejada, com 2,5 mil policiais. Ninguém é ingênuo de saber que numa operação dessa não teria danos colaterais. Qual foi o item pensado em criança para esta operação? O Conselho Tutelar foi junto com a polícia? Crianças foram acolhidas durante a operação?”, questionou a parlamentar durante reunião do colegiado nesta quarta-feira (29).
Ainda segundo Damares, a operação que, de acordo com as últimas informações divulgadas pela imprensa, resultou na morte de 130 pessoas – o número oficial é de 121 óbitos –, teria que ter cumprindo um protocolo de segurança, resguardando assim a integridade das populações que vivem nas comunidades atingidas, com atenção prioritária às crianças e às escolas.
“Escolas foram atingidas. Os professores foram orientados? Qual foi o protocolo acionado para conter os danos às crianças, do antes, durante e, agora, após a operação?”, questionou senadora.
Damares Alves lembrou também que em casos de operações que possam gerar uma tragédia todo cuidado por parte do poder público deve ser adotado. “Quando há uma tragédia, uma calamidade, existem protocolos internacionais que precisam ser acionados para proteger crianças. Deixe eu dar o exemplo de Brumadinho, Mariana e Rio Grande do Sul. Durante aquelas tragédias imediatamente um protocolo é acionado para que as crianças sejam atendidas”, afirmou.

