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‘A inclusão é fazer a diferença para aqueles que precisam’, diz membra do Fórum Nacional de Educação
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promoveu, nesta quarta-feira (22), debate sobre indicadores de educação inclusiva em instituições ligadas à Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec). Entre os convidados estava a membra do Fórum Nacional de Educação, Roberta Guedes, que falou sobre a relevância e a necessidade de se discutir as formas de inclusão nas escolas.
O debate, dados sobre o número de estudantes com deficiência atendidos, formação de professores, investimentos, desafios e propostas para a educação inclusiva, foi, na visão de Roberta Guedes, “um marco”.
“Os dados que a escola católica traz deve ser somado aos dados das escolas públicas e também das escolas privadas. Eles não podem ser só dados, eles precisam ser insumos para nós enquanto comunidade, enquanto sociedade, enquanto pessoas que militam por uma educação para todas as pessoas possamos nos debruçar e verdadeiramente fazer a diferença”, disse.
Ela também explicou que a inclusão de pessoas com características diferentes nas escolas públicas e privadas do país, é fundamental se nós quisermos falar na garantia da cidadania para todos.
“Porque a inclusão é fazer a diferença para aqueles que precisam e precisam de todas as formas. As políticas afirmativas são importantes, esses dados são importantes, a união entre toda a sociedade e o governo é importante, o público e o privado precisam trabalhar para que todas as pessoas tenham acesso à educação, ao mundo do trabalho e, principalmente, a sua cidadania”, afirma.
Roberta Guedes comentou ainda que os dados apresentados pela Anec mostra aquilo que ficou “escondido” por muito tempo. Conforme ela ressalta, os dados apontam para uma realidade brasileira em que as pessoas necessitam de adequações, de adaptações, sejam elas de barreiras físicas ou de barreira social, e mostram também que é preciso aprender a conviver com as diferenças, sejam elas quais forem.
“E mais do que isso: mais do que nunca em nossas escolas nós estamos tendo a entrada dos meninos sejam com transtornos do espectro autista, seja com deficiência, com meninos indígenas, com meninos quilombolas. Então, quando falamos de inclusão nós estamos falando de todas as diversidades e se a gente não sabe como trabalhar com elas pedagogicamente, se a gente não garante uma escola inclusa, a gente acaba negando a eles o seu papel, que é a cidadania”, enfatiza Roberta Guedes.

