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    A situação das famílias negras e suas relações com o consumo de energia elétrica foi tema de uma audiência pública, nesta terça-feira (21), na Comissão de Legislação Participativa, onde se foi discutido sobre os impactos das tarifas de energia na renda das famílias negras.

    Requerida pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), o encontro foi proposto com a justificativa de debater, de maneira ampla, em ambiente público e técnico, os impactos do sistema de bandeiras tarifárias de energia elétrica sobre famílias brasileiras chefiadas por mulheres e pessoas negras.

    “No Brasil, o valor da tarifa de energia elétrica é influenciado por diversos fatores. Um deles é a mudança climática, que provoca irregularidades no regime de chuvas e compromete a segurança energética do país devido à escassez hídrica. Esse impacto se deve ao papel central das hidrelétricas e de seus reservatórios no fornecimento de eletricidade, uma vez que representam a maior parte da matriz elétrica nacional”, argumenta o deputado.

    Uma das convidadas a participar da audiência, foi a assessora especial do Ministério das Mulheres, Ísis Dantas Táboas, que falou com o Poder Delas, e explicou quais têm sido ações do governo no sentido de diminuir as desigualdades sociais em relação ao consumo de energia elétrica por famílias de baixa renda.

    Para a assessora, a audiência foi “oportuna” para debater as desigualdades e energia. Segundo ela, as questões debatidas serviram para falar sobre um tema que cada vez mais tem sido abordado nos âmbitos do poder público com o intuito de reforçar a realidade onde que a desproporcionalidade nos impactos nas vidas das mulheres e das pessoas negras.

    “Tanto em relação às questões energéticas quanto também das questões da justiça climática e das desigualdades que são geradas a partir dos impactos das mudanças climáticas na vida das famílias brasileiras”, diz Ísis Táboas.

    Enquanto representante do governo federal, a assessora lembra que várias ações por meio do Ministério das Mulheres têm sido executadas no sentio de diagnosticar as desigualdades e também produzir ações e políticas que “abracem as famílias que mais precisam de políticas públicas estatais”.

    “Temos uma desigualdade estrutural, um racismo econômico, sexismo econômico, e eles se refletem em todas as esferas da vida da construção social”, ressalta.

    Para Ísis Táboas é papel do poder público junto com a sociedade fazer uma “transição” energética preocupado tanto com o lado social quanto ecológico das populações.

    “Temos trabalhando tentando diminuir essas desigualdades, tentando criar uma justiça social, criar uma transição justa e igualitária”, afirma a assessora.