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Autora do livro ‘Por que somos poucas? Mulheres eleitas a mandatos públicos’ participa de audiência pública na Câmara; ‘As mulheres não tenham medo de enfrentar os conflitos que levam aos processos de transformação social’
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados realizou nesta quarta-feira (1) audiência pública com o tema Cultura, Política e Mulheres: 30 anos lei cota candidaturas femininas. Requerida pela deputada federal Denise Pessôa (PT-RS), o encontro, segundo a deputada, foi motivado em razão dos encontros já realizados e que tratam do tema, conhecidos por “Expresso 168”.
“Criado em 2013, ficou consolidado como espaço de excelência para que diversos segmentos da sociedade possam se encontrar e debater os mais variados temas que permeiam a Cultura no Brasil”, diz a deputada sobre o Expresso 168.
Uma das convidadas para participar da audiência pública foi a autora do livro Por que Somos Poucas? Mulheres eleitas a mandatos públicos, Marisa Dalla Vecchia, que falou sobre a participação da mulher nos debates públicos e destacou a relevância do papel feminino para a melhoria das práticas democráticas.
“Trago hoje o desejo que as mulheres não tenham medo de enfrentar os conflitos que levam aos processos de transformação social. É necessário haver conflitos, mas a gente tenta fugir deles. Mas os conflitos são passos para o rompimento de um processo que é desumanizante, é o primeiro degrau para o novo processo de humanização”, explica a autora.
A autora diz ainda que se a sociedade quer garantir às mulheres o exercício de direito à igualdade, antes, será preciso passar períodos de conflitos que, muitas vezes, que fazem parte do processo. Segundo ela, não se pode ter medo desses conflitos, e que é preciso enfrentá-los.
“E para enfrentá-los, para que a gente tenha mais mulheres na política, e numa política para transformar essa realidade social, econômica, ambiental, é preciso que tenha medidas concretas, não só desejos”, ressalta. “É preciso ter condições materiais”, completa.

