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Esposa de preso do dia 8 de janeiro fala que dosimetria não é solução; ‘Meu marido, como milhares de patriotas, não cometeu crime algum para aceitar dosimetria”
A subcomissão especial para acompanhamento dos direito e garantias fundamentais de presos políticos e manifestações populares no caso do dia 8 de janeiro da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (30), audiência pública para votar requerimentos e discutir sobre a andamento dos trabalhos do colegiado.
Durante a audiência diversos temos foram discutidos, entre eles a proposta de anistia ampla e irrestrita para os presos do dia 8 de janeiro e também a questão da dosimetria, que está para ser votada na Casa.
Esposa de um preso do dia 8 de janeiro, Norda Fonseca, falou com o Poder Delas e contou sobre o que viveu e tem vivenciado depois que seu marido, Nelson Ribeiro Fonseca Jr., foi preso em razão de ter sido apreendido em posse de uma bola de futebol assinada pelo jogador Neymar. A bola pertencia ao arquivo da Câmara dos Deputados.
“Momento nenhum ele tinha interesse em ficar em posse desta bola. Ele foi devolver porque ele foi fazer o que era honesto e foi condenado a 17 anos de prisão”, explica Norda. “Momento nenhum ele tinha interesse em ficar em posse desta bola. Ele foi devolver porque ele foi fazer o que era honesto e foi condenado a 17 anos de prisão”, garante.
A esposa de Nelson Fonseca disse também que não aceita a proposta de dosimetria, a luta dela e de todo movimento pela libertação dos presos do 8 de janeiro é pela anistia de todos os presos e condenados.
“A dosimetria é para bandido, a dosimetria é para reduzir as penas para quem cometeu crime. E o meu marido, como milhares de patriotas, não cometeu crime algum para aceitar dosimetria”, afirma Norda.

