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Coordenadora de Inovação em Tecnologias Setoriais do MCTI participa de audiência pública para discutir mineração em terras raras no Brasil; ‘Somos o segundo em reserva e, por isso, acho que o país pode aproveitar essa oportunidade’
A coordenadora de Inovação em Tecnologias Setoriais da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Tássia Arraes, participou, na manhã desta quarta-feira (17), de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática do Senado para discutir sobre o atual estado da arte, os desafios e o impacto econômico da mineração e beneficiamento das terras raras no Brasil.
A audiência, que teve como um dos requerentes o senador Flávio Arns (PSB/PR), foi proposta com a justificativa de que os minerais encontrados nas terras raras são matérias-primas indispensáveis para setores considerados críticos, como energia renovável, mobilidade, defesa, eletrônica avançada e, sobretudo, para a transição energética.
“O Brasil figura entre os principais países com mais potencial geológico para exploração de terras raras, chamando atenção de grandes potências, notadamente os Estados Unidos, que vêm adotando políticas para assegurar o suprimento de terras raras. O Brasil ainda carece de uma indústria integrada que permita transformar seu potencial em liderança tecnológica e econômica”, argumenta o requerimento do senador Arns.
Em entrevista ao Poder Delas, a coordenadora de Inovação em Tecnologias Setoriais MCTI, Tássia Arraes, disse que o ministério já tem desenvolvido programas e projetos nesse segmento de minerais estratégicos, o que inclui as terras raras, desde de 2010.
“A gente entende que é muito importante um investimento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico e inovação para que a gente tenha capacidade nas nossas instituições de ciência e tecnologia e nas universidades para desenvolver tecnologias competitivas”, diz a coordenadora.
De acordo com Tássia, potencializar esse segmento produtivo é importante para o país, uma vez que isso pode permitir ao Brasil deixar de ser um produtor de commodities e passe a produzir produtos com valor agregado e, assim, possa ter soberania tecnológica no país.
“O Brasil tem uma riqueza geológica muito grande. Existem diversos depósitos de minerais estratégicos, incluindo terras raras, somos o segundo em reserva e, por isso, acho que o país pode aproveitar essa oportunidade tento em vista a transição energética, a descarbonização e as aplicações das terras raras para desenvolver no país uma indústria sustentável voltada para a extração desses minerais estratégicos”, afirma a coordenadora do MCTI.

