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    A presidente do Instituto Nacional Mulheres pelo Trânsito, Carolina Marino, disse que a proposta do governo de pôr fim à obrigatoriedade dos cursos de formação teórica e prática para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não deverá ser pautada no Congresso Nacional.

    A fala de Carolina Marino ocorreu, na manhã desta quarta-feira (3), durante evento na Câmara dos Deputados realizado para discutir o tema. Atualmente, são exigidas 45 horas de aulas teóricas e 20 horas de aulas práticas registradas no Detran. Mas, segundo o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, a obrigatoriedade de tempo de aula não é regra no mundo. No Brasil, segundo ele, as aulas de direção realizadas nas autoescolas representam 70% do valor médio cobrado para tirar carteira de habilitação.

    A presidente do instituto explicou que sua participação no evento foi para falar sobre a importância das autoescolas para a educação no trânsito e como o serviço prestado por elas contribuem para a segurança pública nas cidades e rodovias.

    Para falar sobre a educação de trânsito na pauta feminina. Geramos 33 mil empregos no país para mulheres, e a nossa pauta é fortalecer ainda mais esse segmento”, disse Carolina.  

    Ela destacou ainda que o instituto está propondo um tipo de habilitação que valoriza a mulher e ao mesmo tempo ajude as pessoas de baixa renda.

    “Estamos propondo também uma habilitação social que tenha cota para mulheres e para que cada vez mais as mulheres sejam inseridas no mercado de trabalho de trânsito”, garantiu.

    A presidente também rechaçou a ideia de que o governo federal propôs o fim da obrigatoriedade das autoescolas para obtenção da CNH, e disse que isso é uma pauta particular do ministro dos Transportes, Renan Filhos.

    “Na realidade, essa não é uma proposta de governo, é uma proposta individualista do ministro Renan Filho, e o governo já se posicionou radicalmente contra a proposta do ministro”, afirmou Carolina.

    Quando perguntada sobre como será o desfecho desta possível proposta do governo, Carolina Marino lembrou que a iniciativa vai surtir efeito contrário, ou seja, ao invés de enfraquecer as autoescolas, irá fortalece-las.

    “Vai ser a valorização do setor, a valorização, principalmente, das pautas das mulheres, e, agora, com certeza, nós vamos passar por uma transformação que o setor sempre pediu, de modernização, mas com o setor sendo ouvido”, afirmou.