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‘O maior desafio não é mudar a lei, é mudar a cultura’, diz Augusta Brito ao comentar sobre a cultura do machismo
“Fazer com que as pessoas se respeitem de forma igual e que parem de competir e que não exista briga de sexo”, foi com essa afirmação que a senadora Augusta Brito (PT-CE) subiu à tribuna do Senado para falar sobre o enfrentamento ao machismo e a cultura no país que insiste em colocar a mulher em segundo plano.
“Essa competição com a gente [mulheres] é muito forte. Porque a todo momento, a todo instante, nos é dito que os espaços de decisão e poder não são nossos”, afirmou Augusta Brito.
A senadora ressaltou também que o país tem uma cultura machista e que tal conduta atrapalha o desenvolvimento social e contribui para que a mulher fique cada vez mais submissa ao homem e ao seu sistema patriarcal.
“Uma cultura machista que insiste em dizer que nós, mulheres, não podemos ocupar os espaços de poder. Mas nós estamos aqui para provar o contrário”, destacou.
Para Augusta Brito o momento é de mudança. E essa nova era não permite preconceitos contra sexo e nem contra manifestações culturais, o que dá ao momento, um caráter mais plural, onde o respeito mútuo entre as pessoas não pode ser apenas uma teoria, mas, sim, uma prática diária.
“Queremos um mundo onde possamos andar sem medo, vestir o que quisermos, falar o que pensamos e ocupar qualquer lugar — sem sermos julgadas ou violentadas”, ressalta a senadora. “Seguiremos juntas, porque só assim construiremos um futuro de igualdade, respeito e liberdade para todas.”

