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Representante nacional da Marcha das Mulheres Negras explica os objetivos do evento que acontece em novembro em Brasília; ‘Trazer para a cena pública as pautas e demandas políticas das mulheres negras’
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados ouviu, durante audiência pública, na tarde desta quarta-feira (2), mais uma sessão da Tribuna da Mulher, momento voltado para discutir assuntos relacionados às pautas femininas do país.
Nesta edição, a Tribuna recebeu a representante do Comitê Nacional da Marcha das Mulheres Negras de 2025, Janira Miranda, que fez um breve relato do evento que irá acontecem em Brasília, no dia 25 de novembro.
Esta será a segunda edição da marcha e terá como o lema: Por reparação e bem viver. A primeira marcha aconteceu dez anos atrás. Segundo as organizadoras, a marcha visa fortalecer o protagonismo negro e promover o engajamento coletivo na luta por reparação e bem viver.
A representante nacional da Marchas das Mulheres Negras falou com o Poder Delas e explicou o intuito do evento e também comentou sobre a situação das mulheres negras no país atualmente.
Para Janira Miranda, esta segunda edição da marcha é “estratégica” e faça parte de um processo que visa combater as desigualdades raciais e o preconceito que as mulheres negras sofrem no país.
“É trazer para a cena pública as pautas e demandas políticas das mulheres negras do Brasil. Enfrentando as violências de raça, gênero as intersecções que atravessam e trazem desvantagens ao corpo individual e coletivo das mulheres negras no Brasil”, afirma Janira.
Ela também comentou sobre as demandas que farão parte da marcha e destacou que o momento será de reconhecer o poder da ancestralidade e da transformação em defesa da vida. Segundo Janira, é preciso recusar os altos índices de violência contra a mulher negra no país e reforçar os territórios de luta em possibilidades e potencialidades para um futuro mais próspero no país.
A representante nacional da Marcha das Mulheres Negras comentou ainda sobre o Julho das Pretas, movimento internacional que, no Brasil, homenageia a Tereza de Benguela, que foi uma líder quilombola do estado de Mato Grosso.
“A memória dessas ancestrais nós trazemos para a cena pública, a potência, a ancestralidade, tudo aquilo que é contribuição das mulheres negras para o desenvolvimento, para a riqueza, para economia, para a política, para a cultura e para a sociedade do país”, explica Janira.
Porém, ela ressalta ainda que o evento vai além dessa representação histórica, atuando também na conservação e na garantia de direitos das mulheres negras no mundo atua.
“Mas ao mesmo tempo o Julho das Pretas é o nosso mês de luta para denunciar as grandes desvantagens que nos colocam em todos os índices de violência, marginalização do país. E também para apontar as alternativas. A saída somos nós mesmas”, afirma Janira.

