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    A Comissão Especial que busca discutir o projeto de lei 2614/24, de autoria do Executivo, que trata sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) 2024-34. Na audiência pública desta quarta-feira (18), o tema debatido foi a respeito do acesso, permanência, conclusão e qualidade na graduação, que correspondem aos objetivos 13 e 14 do PNE.

    O atual PNE tinha vigência até 2024, mas foi prorrogado até 31 de dezembro de 2025. Um novo PNE, com metas para o período de 2024-2034, tramita na Câmara dos Deputados e conta com diretrizes que buscam a erradicação do analfabetismo, a universalização do atendimento escolar, a a melhoria da qualidade da educação, a superação das desigualdades e a valorização da diversidade.

    O PNE também apresenta 20 metas e que abordam diversos segmentos da educação, como educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação em tempo integral, inclusão, alfabetização, profissionalização, formação de professores, entre outros.

    Foto: Câmara dos Deputados

    Entre os convidados da audiência pública desta quarta-feira, estava a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Manuella Mirella, que falou com o Poder Delas sobre os assuntos tratados no encontro.

    Segundo Mirella, o debate foi fundamental pois serviu para que os pontos apresentados durante a Conferência Nacional de Educação fossem apresentados. Ainda de acordo com ela, esses pontos são importantes e fundamentais para a construção desse novo Plano Nacional de Educação.

    “Nós defendemos que o novo PNE não pode ser um documento de palavras mortas ou apenas metas que vão ser discutidas somente aqui, precisam ser metas e objetivos a serem perseguidos para a educação brasileira”, afirma a presidente da UNE.

    Conforme explica a presidente, entre os desafios que o novo PNE terá que enfrentar está a garantir os 10% do PIB da educação; garantia do acesso universal para a educação – para que se consiga entrar, permanecer e concluir a graduação; e garantia orçamento, estrutura, acompanhamento.

    “Nós defendemos que exista um sistema nacional de educação para garantir que a gente consiga ter uma educação gratuita, pública, democrática, inclusiva e de qualidade. Então, é esse o nosso compromisso com os estudantes brasileiros e com o Brasil”, defende Mirella.

    A presidente também falou que a aprovação de um novo PNE precisa ser “do tamanho dos desafios que o nosso país tem”, e que esse novo plano debata a ciência, a tecnologia, a inovação para a modalidade de ensino de graduação no país.

    Sobre as principais dificuldades enfrentadas atualmente tanto por docentes quanto pelos estudantes no ensino superior do país, Mirella destaca a falta de um orçamento robusto que venha atender às verdadeiras necessidades das universidades brasileiras.

    “Nós temos que garantir que os estudantes consigam permanecer, e tudo isso rebate sobre orçamento. Nós precisamos garantir infraestrutura, ampliação das universidades, então, hoje nós temos desafios do acesso e desafios da permanência e da conclusão. E também desafios sobre o mercado de trabalho”, explica.

    Por fim, a presidente da UNE lembrou que é preciso defender uma reforma universitária que pense desde o ingresso até à conclusão na graduação e na pós-graduação. “Para que os estudantes consigam sair da universidade e ir para a indústria, para o setor produtivo do Brasil e contribua com o combate às desigualdades sociais”, disse.