Subscribe to Updates
Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.
‘Até quando vamos ver nossas crianças sendo usadas como instrumento de vingança?’, indaga Damares Alves ao comentar vídeo em que mãe pratica crime vicário para atingir o companheiro
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) republicou em suas redes sociais uma matéria divulgada no portal Metrópoles que narra um fato ocorrido em uma região administrativa do Distrito Federal, onde uma menina de 1 ano e 1 mês foi agredida pela própria mãe, em casa. A autora das agressões gravou o crime e encaminhou os vídeos ao pai da criança.
“Isso tem nome: violência vicária. É quando o agressor usa a criança, um ser inocente e indefeso, para torturar, chantagear ou punir o parceiro ou ex-parceiro. No vídeo acima, levantei exatamente esse debate no Senado Federal. Quando discutimos leis para punir quem comete essa atrocidade, minha posição é clara: a lei precisa ser dura, implacável e cega para o gênero”, escreveu a senadora em postagem nas redes sociais.
O crime vicário é um tipo de violência em que o agressor atinge uma terceira pessoa — geralmente alguém próximo da vítima principal — com o objetivo de causar dor emocional indireta.
“Não importa se o agressor é o pai, a mãe, o padrasto ou a madrasta. Quem tortura uma criança para atingir outra pessoa é um criminoso e precisa ir para a cadeia! A Lei Maria da Penha é fundamental, mas, quando o assunto é proteção infantil, não podemos deixar brechas na legislação. A prioridade absoluta é a vida e a segurança dos nossos pequenos”, escreveu Damares Alves.
No Brasil, o crime vicário não é um tipo penal específico com esse nome, mas pode ser enquadrado em crimes já existentes, como homicídio, lesão corporal e violência doméstica, como previsto na Lei Maria da Penha.
“Nós já vimos horrores semelhantes na época da CPI dos Maus-Tratos. Como senadora pelo DF, continuarei lutando por leis mais duras contra quem machuca nossas crianças”, disse a senadora.
O portal Metrópoles informou que teve acesso às imagens, mas decidiu não reproduzi-las por serem muito violentas.

