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A deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) disse que o projeto de lei que criminaliza a misoginia, aprovado no Senado e que se encontra agora na Câmara dos Deputados, não visa proteger as mulheres, mas, sim, censurar e tolher a liberdade de expressão da sociedade por meio do Estado.

“É mais uma tentativa de censura, de autoritarismo, de uso do Estado para interferir nas nossas relações humanas e na nossa liberdade de expressão. E você tem que aprender a odiar o Estado. O Estado não tem que mandar em nada de você”, disse a deputada em vídeo gravado durante sua participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), principal evento da direita nos Estados Unidos, realizado em Dallas, Texas.

A deputada também disse que seu posicionamento não é contra o Estado e que não defende o discurso de ódio contra as mulheres. Ela afirma que se posiciona em prol da liberdade de expressão, seja ela de onde vier e como for.

“Quem vai definir o que é discurso de ódio? Eu sou todo dia atacada, gente. Hoje eu postei uma série de coisas lá no meu Twitter, que a pessoa fala: a Júlia Zanatta é uma nazista. Está lá no meu Twitter”, ressaltou.

Para Zanatta, ter um posicionamento autêntico e coerente com o que se pensa virou motivo de crime no Brasil e isso, segundo ela, não pode amedrontar os políticos do campo da direita, pois o fato de passar a pensar igual ao campo da esquerda não fará com que os ataques deixem de acontecer.

“Os nossos representantes de direita votaram a favor [do PL que criminaliza a misoginia]. Por quê? Porque a direita está sempre sendo pautada pela esquerda. Porque eles têm medo de ser taxados de racistas, nazistas, isso, misoginia, homofóbicos”, lembrou a deputada.

Zanatta também disse que a direita precisa ter coragem de defender seus próprios temas e que os deputados desse campo não foram eleitos para “aprovar temas ligados ao feminismo, à destruição das famílias”.

“Porque esse tipo de PL da misoginia, que equipara ao racismo, nada mais é do que uma guerra ao vínculo familiar. Todas essas leis têm a intenção de minar o vínculo entre homens e mulheres, tentando transformá-los em inimigos. Se o governo Lula, se essas pessoas que aprovaram a lei da misoginia realmente estivessem preocupadas com as mulheres, estariam trabalhando para forçar, para pressionar o Lula a classificar as organizações criminosas como terroristas. PCC, Comando Vermelho. Porque hoje no Brasil existem mais de 60 milhões de brasileiros e metade são mulheres, que vivem sob as regras, determinações, imposições e extorsões das organizações narcoterroristas”, afirmou.