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A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) comentou, em postagem nas redes sociais, sobre as condições de trabalho dos policiais brasileiros que, segundo ela, passam por um problema que deve ter mais atenção por parte da sociedade e do poder público: o adoecimento mental dos policiais.

“Os dados mostram o crescimento dos suicídios entre policiais nos últimos anos. Ao mesmo tempo, casos recentes de feminicídio envolvendo agentes de segurança pública evidenciam padrões de controle, escalada de conflitos e sofrimento psíquico que não podem ser tratados como episódios isolados”, disse a deputada.

Conforme salienta Dartora, a segurança pública no país precisa ser debatida de forma séria e urgente para que esse quadro descrito por ela possa ser modificado.

“Isso não significa relativizar a violência policial, que também precisa ser enfrentada com urgência e seriedade. Significa reconhecer que uma cultura institucional baseada no silenciamento emocional, na pressão permanente e na naturalização da violência produz consequências que ultrapassam o ambiente de trabalho e impactam toda a sociedade”, defendeu.

A constatação da deputada ganha respaldo nos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que mostrou que, em 2024, foram cerca de 126 casos de suicídios entre policiais. Mesmo com pequenas oscilações, o fenômeno mostra crescimento ao longo dos últimos anos. A taxa de suicídio entre policiais pode ser até oito vezes maior do que na população em geral.

“Ignorar a saúde mental na segurança pública não fortalece as instituições. Pelo contrário, aprofunda riscos, fragiliza relações e dificulta a construção de políticas públicas realmente eficazes”, argumenta a deputada.

Entre as causas que facilitariam essa incidência estão o fato de que os policiais estão constantemente expostos à violência, estresse e pressão psicológica, jornadas longas e trabalho extra (“bicos”), acesso a armas de fogo e estigma em relação à saúde mental.

“Segurança pública também envolve responsabilidade do Estado sobre quem atua nessas instituições e sobre os impactos que esse modelo produz na sociedade”, cobra a deputada Carol Dartora.

Vale ressaltar que o suicídio se tornou a principal causa de morte entre policiais no Brasil, superando confrontos armados. Os dados apontam para um problema estrutural, ligado principalmente à saúde mental e às condições de trabalho desses profissionais.