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Na opinião da deputada federal Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP), a educação pública ou privada, precisa se basear em princípios que valorizem o ser humano independentemente de sua posição ideológica, sua orientação sexual ou sua raça.

“Educação antirracista não é opção. É obrigação”, afirmou a deputada em audiência pública na Câmara de Vereadores de São Paulo.

De acordo com a deputada, que tem uma atuação forte no Congresso Nacional em relação à pauta da educação, não é possível conceber uma escola que “silencie a verdade” e que “continue reproduzindo desigualdade”.

“O racismo estrutural precisa ser escancarado dentro da sala de aula, porque ele organiza quem tem oportunidade e quem é deixado para trás todos os dias neste país”, destaca a deputada.

Ainda segundo a parlamentar, também é inadmissível que o país permita que sua história seja contada de forma equivocada e silenciando a luta de grande parte da população por um educação de qualidade e mais igualitária.

“Não dá para aceitar que a história seja contada pela metade. Existe um apagamento sistemático das contribuições do povo negro nas artes, na ciência, na cultura e na construção do Brasil. Isso não é acaso. Isso é projeto”, lembra Professora Luciene Cavalcante.

Para a deputada, é preciso defender uma educação que enfrente o “sistema”, mas que também valorize e dê visibilidade às nossas potências.

“Uma escola onde todas as existências tenham espaço, voz e reconhecimento. Porque sem isso, não existe justiça”, afirma.