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A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) criticou a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que rejeitou a convocação da empresária Roberta Luchsinger para depor no colegiado. Roberta é citada em investigações sobre repasses ligados ao lobista conhecido como Careca do INSS e é próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

“Então, vocês que estão assistindo a essa CPMI, reparem nos parlamentares que irão votar para blindar Roberta, melhor amiga do Lulinha. E o Lulinha recebeu, pelo menos, 2,3 milhões da empresa dele, que é a LLF Participações. O que essa empresa faz? Ninguém sabe”, disse a deputada durante a sessão da CPMI nesta semana.

A deputada disse ainda que a empresa que está no nome de Lulinha não tem endereço, conforme divulgação da empresa, e que, por isso, deve ser uma empresa fantasma.

“O que essa empresa tem por objetivo? Ninguém sabe, mas a gente imagina bastante. E saiu no jornal, e todos viram, que nem sede essa empresa tem. Então, uma empresinha fantasma para fazer rolo e para fazer esquema”, afirmou a parlamentar.

Na mesma sessão que rejeitou o pedido de convocação de Roberta Luchsinger, também foram refutados os pedidos de convocação para depor do presidente da J&F, controladora do banco digital PicPay, José Antonio Batista Costa, e da ex-marqueteira do PT, a publicitária Danielle Miranda Fonteles.

“Convocar a Roberta é o mínimo que essa CPMI pode fazer”, afirmou Adriana Ventura.