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    A criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar possíveis fraudes envolvendo o Banco Master está próxima de se concretizar no Congresso Nacional. Até o momento, já foram reunidas 197 assinaturas, número 26 superior ao mínimo necessário para a instalação do colegiado.

    Entre os parlamentares que assinaram o requerimento está a deputada federal Gisela Simona (União-MT), que afirmou ter apoiado a iniciativa com o objetivo de apurar o que pode se configurar como uma das maiores operações bancárias fraudulentas da história do país.

    “O escândalo do Banco Master pode ser a maior fraude que o Brasil já viu, num rombo bilionário que ameaça a estabilidade do sistema financeiro”, escreveu a deputada em postagens feitas nesta terça-feira (20) em suas redes sociais.

    Além da CPMI, tramitam na Câmara dos Deputados outras duas propostas de criação de comissões investigativas sobre o caso. Uma delas é liderada pelas deputadas federais Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e ainda está em fase de coleta de assinaturas. A outra iniciativa é do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que também propõe a criação de uma comissão para apurar os fatos.

    No Senado, também foi alcançado o número necessário de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar crimes e fraudes atribuídos aos operadores do Banco Master, que está em processo de liquidação. A proposta foi apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e reúne 42 assinaturas — 25 a mais do que o mínimo exigido, correspondente a um terço dos senadores.

    Para Gisela Simona, as denúncias precisam ser investigadas de forma rigorosa, com a devida responsabilização dos envolvidos.

    “Isso não pode acabar em pizza ou ficar impune. Assinei a CPMI do Banco Master e vou trabalhar para que os responsáveis sejam exemplarmente punidos”, afirmou a deputada.