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    A deputada federal Iza Arruda (MDB-PE) usou a tribuna da Câmara dos Deputados, antes do recesso parlamentar, para tratar da violência contra a mulher. Em um discurso enfático, a parlamentar afirmou que “falar de violência contra a mulher é romper o silêncio”, ao destacar que o feminicídio não é um fato isolado.

    “Falo de um país onde ser mulher significa viver em estado de alerta. Um país onde o medo não é exceção, é aprendizado. Em 2025, a violência contra a mulher deixou de ser apenas um drama social”, afirmou a deputada.

    Iza Arruda também ressaltou que os números registrados no Brasil são alarmantes e exigem ação imediata.

    “No Brasil, a violência contra a mulher não acontece de repente. Ela começa com o controle, passa pela humilhação e avança para a perseguição, para a ameaça, para o isolamento e, em muitos casos, termina no feminicídio”, lembrou a parlamentar.

    A deputada destacou ainda que, em 2024, o Brasil registrou 1.450 feminicídios, o que coloca o país como o quinto no mundo em mortes de mulheres por razões de gênero. Segundo ela, em quase 95% dos casos, o agressor não é um estranho. “É alguém conhecido, é o marido, é o ex-marido, é o namorado, é alguém que já disse um dia ‘eu te amo’. É preciso coragem para admitir”, disse.

    Por fim, a parlamentar afirmou que o simples aumento de penas não é suficiente. Segundo ela, antes de punir, é preciso proteger. “Proteger mulheres é responsabilidade de toda a sociedade”, concluiu.