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    O projeto de lei 2575/25, de autoria da deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ), que trata da obrigatoriedade de provedores de aplicações de internet manterem representação legal no território nacional, é, segundo a autora, mais uma ferramenta de proteção da mulher no ambiente digital.

    “Nosso PL 2575/25 avança nessa direção: estabelece mecanismos para identificar autores de ataques e obriga as big techs a colaborar com as autoridades”, diz a deputada. “Segurança e responsabilização são essenciais”, resume.

    A parlamentar fez a afirmação após apresentar, em suas redes sociais, dados da última edição do Dossiê Mulher, que revelou que a violência psicológica contra mulheres na internet aumentou 5.000% em dez anos.

    “Isso mostra que o espaço digital não pode continuar sendo ‘terra sem lei’. Isso revela a urgência de enfrentar o ódio contra mulheres no ambiente digital”, afirmou Talíria.

    A última edição do Dossiê Mulher mostrou que a violência psicológica aparece como a modalidade mais registrada em 2024 — com 56.206 vítimas no estado considerado, o que equivale a uma média de 153 mulheres por dia. Grande parte dos abusos psicológicos (67,3%) foi cometida por pessoas conhecidas — sobretudo companheiros ou ex-companheiros (49,6%) — e quase metade dos casos (49,2%) ocorreu dentro de casa.

    O relatório também revelou que, no caso da violência virtual (perseguição, assédio e abusos pela internet), os registros cresceram de 55 para 2.834 entre 2014 e 2024 — um aumento superior a 5.000% em uma década.