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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comentou sobre o encerramento dos trabalhos da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, que apresentou o relatório final das investigações neste sábado (28). Com mais de quatro mil páginas, o relatório do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado por 19 votos a 12.

Desta forma, o colegiado conclui os trabalhos sem conclusões oficiais nem recomendações formais.

“Investigação essa que foi rejeitada pelo voto dos governistas nesta madrugada! Tentar jogar no lixo o relatório final da CPMI é uma atitude que ultraja e despreza não a oposição, mas os milhões de aposentados e pensionistas que recebem hoje os mais baixos salários do país! Salário que foi roubado e desviado diretamente no INSS! Foi assim, contra os mais vulneráveis, que agiu o dito Partido dos Trabalhadores”, escreveu nas redes sociais a senadora Tereza Cristina.

De acordo com a parlamentar, foi, para ela, uma “honra” ter tido a oportunidade de conduzir a primeira sessão da CPMI do INSS, que escolheu, na ocasião, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) e o deputado Alfredo Gaspar como presidente e relator da comissão, respectivamente.

“O PT nunca assinou essa CPMI e só tumultuou as sessões com objetivo claro de blindar poderosos amigos e familiares. Depois de chicanas, baixarias e até agressões físicas, não foi surpresa que emissários do Palácio do Planalto aparecessem no último dia para caluniar o relator! Tanto desespero indica que há muito a esconder”, ressaltou a senadora.

Como não houve relatório final aprovado, não há um documento consensual com acusações ou propostas. Desta forma, as investigações e possíveis responsabilizações ficam fragmentadas, podendo seguir por outros órgãos, como o Ministério Público ou a Polícia Federal.

“Mas o verdadeiro relatório final, com os 216 indiciados, de diferentes governos, chegará, pelas mãos de Viana e Gaspar, ao MPF e aos tribunais. Preciso lamentar, por fim, termos sido impedidos de continuar a CPMI para investigar também os empréstimos consignados do INSS, outra mina de fraudes”, afirma Tereza Cristina.

O resultado da votação do relatório reforça o que já vinha sendo apontado por analistas políticos, de que há uma divisão entre os parlamentares sobre as conclusões.

“Dizem que a Justiça tarda, mas não falha. Espero que ela seja feita não apenas pelos juízes, mas por quem tem, na democracia, a última palavra, nas urnas”, argumenta a senadora.