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Julia Zanatta vota contra aumento de cargos para o CNJ: ‘O parlamento tem votado aumento de cargos para o Judiciário como se essa fosse a prioridade do Brasil’
A deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) votou contra o projeto de lei que cria 110 cargos efetivos e 120 cargos em comissão e funções comissionadas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mesmo com o voto contrário da parlamentar, a proposta foi aprovada no plenário da Câmara nesta terça-feira (3) e agora será enviada ao Senado.
“São 240 cargos ao custo de 30 milhões anuais. A cada semana o parlamento tem votado aumento de cargos para o Judiciário como se essa fosse a prioridade do Brasil. Dói demais ver que isso é tratado como normalidade enquanto milhares de brasileiros se sentem oprimidos por tantos impostos e regras para empreender”, escreveu Zanatta em postagem nas redes sociais. “Eu votei contra e não me calei. Espero que o povo brasileiro saiba quem votou a favor”, completou.
O projeto estabelece a criação de 50 cargos efetivos de analista judiciário e 70 de técnico judiciário, além de 20 cargos em comissão de nível CJ-3 e 100 funções comissionadas de nível FC-6.
Durante a votação, a deputada criticou a aprovação da proposta. “Encontram toda forma de defender o absurdo aqui todos os dias. Parece que ninguém se importa com o Brasil. São poucos que se importam com o dia de amanhã, com as próximas gerações, com o futuro desse país”, afirmou.
Para Julia Zanatta, não importa se o projeto trata de cargos efetivos que serão obtidos via concurso público. Segundo ela, tanto a realização quanto a contratação por meio de concurso público só são possíveis em razão dos recursos dos contribuintes.
“Vocês querem fingir que quem vai pagar essa conta não é o povo de novo? É claro que vai. Tem declaração de ministro do Tribunal de Contas da União que o Brasil em 2027 vai colapsar”, disse.
A deputada afirmou ainda que o país tem um Poder Judiciário “inchado” e que, a cada dia, o número de cargos aumenta enquanto a eficiência diminui. Ela declarou também que, em um cenário de déficit fiscal, causado pelo governo do presidente Lula, o cenário econômico e social se torna ainda mais preocupante.
“Onde é que a gente vai parar? É um completo absurdo. Todo respeito a servidores, mas não é o momento. O Brasil não passa por um momento bom para que a gente vote isso”, acrescentou.

