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Soraya Thronicke apresenta projetos para incentivar a participação feminina na ciência: ‘Não é privilégio, é justiça, equidade e valorização de talentos femininos’
Depois que a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio, ficou conhecida nacionalmente por estudar, há quase três décadas, a polilaminina — uma proteína que ainda está nas fases iniciais dos testes clínicos, mas tem apresentado resultados promissores em modelos experimentais para tratar lesões na medula —, a senadora Soraya Thronicke (PODE-MS) protocolou no Senado dois projetos de lei voltados ao fomento do desenvolvimento científico no país.
“Apresentei dois projetos de lei para combater a desigualdade de gênero na ciência e proteger a maternidade das pesquisadoras”, escreveu a senadora em postagem nas redes sociais. “Valorização das mulheres na ciência”, complementou.
Os projetos apresentados pela senadora versam sobre o apoio à ciência. O primeiro, o PL 641/2026, garante relatórios anuais de diversidade de gênero em projetos com recursos federais, trazendo mais transparência e visibilidade para as mulheres. Já o PL 646/2026 prevê a suspensão de prazos de bolsas e projetos durante a licença-maternidade, proíbe penalizações em avaliações de produtividade e veda critérios discriminatórios.
“Não é privilégio — é justiça, equidade e valorização de talentos femininos que a ciência brasileira não pode desperdiçar”, defendeu Thronicke.
Vale lembrar que, no início deste ano, o medicamento (a polilaminina) foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a iniciar a fase 1 de estudos clínicos. Essa é a primeira etapa necessária para avaliar com rigor uma substância antes que ela possa ser comercializada no país. No entanto, ainda será preciso passar por outras duas fases para avaliar a segurança e a eficácia da molécula, algo que pode levar alguns anos.

