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    A Campanha da Fraternidade 2026, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem como foco a dignidade habitacional e o combate ao déficit de moradias no país. Com o tema “Fraternidade e Moradia”, a campanha foi lançada oficialmente em 18 de fevereiro com o objetivo de despertar a consciência sobre o direito à moradia digna como expressão da fé cristã e da justiça social.

    A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) comentou a iniciativa e afirmou que o momento é de relembrar uma fala do padre Júlio Lancellotti, que, segundo ela, transforma a fé em prática cotidiana.

    “Convivendo com quem a cidade insiste em invisibilizar”, escreveu a deputada ao se referir a Lancellotti, padre católico ligado à Arquidiocese de São Paulo e reconhecido por sua atuação na defesa dos direitos humanos, especialmente junto à população em situação de rua.

    “Com o tema Fraternidade e Moradia e o lema ‘Ele veio morar entre nós’ (Jo 1,14), somos chamados a olhar para a moradia como direito!”, disse Kokay em postagem nas redes sociais.

    A parlamentar também mencionou casos de abusos, principalmente por parte do poder público, que resultaram na derrubada de casas e no despejo de famílias que passaram a viver nas ruas devido à ausência de políticas de moradia social.

    “Também quero lembrar do episódio que, no DF, mais de 60 casas foram derrubadas no Sol Nascente, sem aviso, deixando famílias desabrigadas. Enquanto isso, milhares de pessoas em situação de rua seguem esperando por uma casa”, afirmou.

    O déficit habitacional no Brasil em 2026, com base nos dados mais recentes da Fundação João Pinheiro (FJP) e do Governo Federal, é estimado entre 5,9 e 6 milhões de domicílios. Embora o índice tenha atingido o menor patamar histórico em termos relativos (7,6%), o volume absoluto de moradias necessárias permanece elevado.

    “Fraternidade é garantir que ninguém seja tratado como descartável. Moradia é dignidade. Moradia é direito”, afirmou Érika Kokay.