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‘Enquanto uma mulher estiver em risco, nossa voz não vai se calar’, diz Ivoneide Caetano em discurso na tribuna da Câmara
A alta no número de mortes de mulheres no país levou a deputada federal Ivoneide Caetano (PT-BA) a utilizar a tribuna da Câmara dos Deputados, logo no primeiro dia da sessão legislativa do ano, para anunciar o lançamento do Movimento e Campanha Mulheres Vivas. A iniciativa busca mobilizar a sociedade brasileira contra o aumento do feminicídio e da violência de gênero. Dados indicam que quase 1.500 mulheres foram assassinadas em 2025, o que representa uma média de quatro mortes por dia.
“Esses números não são estatísticas frias. São vidas, são mães, são filhas e são trabalhadoras. Por isso, nós lançamos o movimento Mulheres Vivas. Nosso movimento vai percorrer cidades da Bahia para denunciar, conscientizar e construir soluções concretas. Vamos falar de prevenção, acolhimento, acesso a direitos e fortalecimento da rede de proteção”, afirmou a deputada em seu discurso. “É uma ação em que vamos chamar prefeituras, câmaras municipais, secretarias, o sistema de justiça e toda a sociedade”, completou.
Segundo Ivoneide Caetano, não se trata apenas de discurso, mas de ação política e de responsabilidade do poder público, já que cada mulher morta representa um nome, uma história de vida interrompida e uma família destruída.
“Estou muito otimista de que, ao final deste ano, teremos números animadores, no sentido de zerar o feminicídio”, declarou a parlamentar.
O ano de 2025 foi recorde em relação ao número de assassinatos de mulheres no Brasil. Além dos quase 1.500 casos de feminicídio, foram registradas cerca de 3.700 tentativas do crime.
Os dados mostram que o Brasil historicamente registra altos índices de violência contra mulheres, especialmente no contexto doméstico e familiar, com a maioria dos casos de feminicídio ocorrendo dentro de casa e tendo como autores parceiros ou ex-parceiros.
“Portanto, quero reafirmar que, enquanto houver mulheres sendo violentadas e mortas, seguiremos lutando por direitos e garantias. Enquanto uma mulher estiver em risco, nossa voz não vai se calar”, concluiu Ivoneide Caetano.
A Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 — é um serviço de utilidade pública essencial para o enfrentamento à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

