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    Dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, na semana passada, mostraram que o número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro. Esse total é maior do que o registrado em 2024, quando houve 1.464 casos de feminicídio.

    Essa realidade foi criticada pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) que em postagem nas redes sociais disse que os dados reforçam um contexto social em que a violência contra a mulher tem crescido.

    “O Brasil registrou, em 2025, um recorde histórico de feminicídios. São quatro mulheres assassinadas por dia, apenas por serem mulheres. Dados alarmantes que escancaram como a violência contra as mulheres seguem crescendo, de forma cruel e covarde”, escreveu a senadora.

    A parlamentar ressalto que essa violência contra a mulher é algo estrutural e que tem se tornado cada vez mais comum. Ela afirma que a misoginia, ou seja, o ódio contra as mulheres, é base dessa violência.

    “Esses números não surgem do nada. Eles têm origem em uma cultura que normaliza o ódio, a violência e a desumanização das mulheres. A misoginia está na raiz desse problema. O discurso de ódio que começa nas palavras, nas redes e no cotidiano, muitas vezes termina em agressão e em morte. Não podemos tratar isso como algo isolado ou banal”, afirmou.

    Entre os estados que mais registraram casos de feminicídios está em primeiro lugar São Paulo (233), seguido de Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104).  

    Na mesma postagem, a senadora também destacou que é autora de propostas legislativas que enfrentam a violência de gênero e fortalecem a proteção às vítimas. Com destaque para o projeto de lei de sua autoria que criminaliza a misoginia.

    “Esse projeto já avançou, mas precisa ser votado no Plenário. Seguimos nessa luta e contamos com o seu apoio para transformar essa proposta em lei”, escreveu a senadora.