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    A deputada federal Ana Pimentel (PT-MG) criticou a postura da mineradora Vale após a detecção de um extravasamento em uma cava — escavação a céu aberto — da empresa na região de Congonhas (MG). O episódio, ocorrido na madrugada de domingo, provocou o alagamento de áreas da CSN Mineração na unidade Pires, em Ouro Preto (MG).

    De acordo com a Vale, a prefeitura local determinou a suspensão das atividades e a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental por parte da companhia.

    “Não é aceitável que tragédias anunciadas sigam se repetindo enquanto grandes empresas seguem lucrando”, afirmou a deputada em publicação nas redes sociais.

    Ana Pimentel lembrou que este não é o primeiro vazamento envolvendo barragens da mineradora e destacou que o ocorrido coincide com o aniversário de sete anos da tragédia de Brumadinho. Em 2019, o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, também pertencente à Vale, resultou na morte de 270 pessoas.

    “O vazamento da barragem da Vale em Congonhas, ontem, não é um fato isolado. Ele se soma a uma sequência de crimes socioambientais que marcaram nossa história, como Mariana e Brumadinho, e que seguem cobrando um preço alto demais”, afirmou a parlamentar.

    Para a deputada, é necessário defender a população diante de possíveis ilegalidades cometidas pela mineradora no país, ressaltando que essas tragédias não podem ser naturalizadas em nome do lucro.

    “É urgente repensarmos o modelo predatório de mineração que ameaça comunidades inteiras e compromete o futuro de Minas Gerais. Até quando?”, questionou.

    Por fim, Ana Pimentel afirmou que seu mandato atua em defesa das pessoas atingidas por barragens e reiterou que sua atuação parlamentar será sempre pautada pela proteção da vida.

    “Reafirmo meu compromisso com a defesa da vida do povo mineiro, com as comunidades atingidas e com a luta por justiça, responsabilização e mudanças profundas para que crimes como esses nunca mais se repitam”, concluiu.