Ouvir este artigo
    — palavras
    00:00 00:00

    O Brasil passa a contar, a partir deste ano, com o Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, a ser celebrado em 17 de outubro. A data foi sancionada neste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e recebeu o apoio da senadora Zenaide Maia (PSB-RN), que se manifestou nas redes sociais sobre a importância da iniciativa.

    “Dia 17 de outubro agora é uma data para lembrar, respeitar e, sobretudo, não silenciar”, escreveu a senadora, relatora do projeto no Senado Federal.

    Zenaide Maia ressaltou que a criação da data vai além de uma homenagem simbólica e representa uma política de Estado voltada à valorização da vida das mulheres. Segundo a parlamentar, trata-se de um compromisso institucional com a memória das vítimas, com suas famílias e com a luta por justiça e proteção às mulheres.

    “É um compromisso do Estado com a memória das vítimas, com suas famílias e com a luta por justiça e proteção às mulheres”, afirmou.

    Na mesma publicação, a senadora comentou os dados de feminicídio registrados em 2025, ano que apresentou alta histórica, com 1.470 vítimas. Desse total, 718 casos ocorreram apenas no primeiro semestre, o que representa uma média de quase quatro mulheres assassinadas por dia.

    “Os números que ficaram em 2025 dizem muito sobre o país que ainda somos. Só no primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 718 feminicídios, uma média de quase quatro mulheres mortas por dia”, lembrou. “Isso significa que, no Brasil, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada seis horas”, completou.

    De acordo com a senadora, enquanto um homem vive um dia inteiro, quatro mulheres não chegam ao fim dele. Para Zenaide Maia, a nova legislação tem como objetivo evitar que essas vítimas sejam esquecidas.

    “Uma data para lembrar, para que não sejam esquecidas, mas, sobretudo, para agir. Porque por trás de cada número existia uma vida, uma mulher com sonhos, histórias, família. Enquanto uma mulher continuar perdendo a vida a cada seis horas, o silêncio também será cúmplice”, afirmou. “E lembrar é um ato político.”