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    A deputada federal Geovania de Sá (PSDB-SC) afirmou que seu mandato segue empenhado na aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 42/23, que concede aposentadoria especial aos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social que exercem atividades sob condições especiais prejudiciais à saúde.

    “A aposentadoria especial é mais que estatísticas. É gente cansada, corpo marcado e uma conta que não fecha no fim do mês. Em 2026, minha prioridade continua sendo o PLP 42, porque eu sinto a angústia de quem trabalha sob risco todos os dias. Sou cobrada constantemente pelos trabalhadores e com razão”, disse a deputada em entrevista recente.

    A parlamentar lembrou que a aposentadoria especial é voltada a trabalhadores expostos a agentes nocivos. Como exemplo, citou os mineiros, que, segundo ela, estão constantemente expostos ao carvão utilizado na indústria ceramista, submetido a altas temperaturas. Além deles, também se enquadram nessa categoria trabalhadores químicos, frentistas, vigilantes, entre outros.

    “Quem tinha aposentadoria especial na reforma da Previdência foi tratado como igual. São trabalhadores que representam, mais ou menos, 6% dos que têm carteira assinada no país. Com o projeto de lei, o PLP 42, do qual eu fui relatora na Comissão do Trabalho, ele passou pela Previdência e estava, na última sessão do ano, em análise para verificar o impacto no governo e na Previdência”, afirmou Geovania de Sá.

    A deputada destacou ainda que a cobrança da população pela aprovação do PLP 42 não a incomoda e, pelo contrário, reforça sua atuação parlamentar. “Vou seguir pressionando relator, presidência de comissão e o presidente da Câmara para que o Congresso avance assim que os trabalhos forem retomados”, disse. “A aposentadoria especial é justiça com quem sustentou o país com o próprio corpo”, completou.

    Atualmente, o projeto encontra-se em tramitação na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Na sequência, seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Para se tornar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal.

    “Aos trabalhadores que estão nos ouvindo, podem ter certeza: é mais uma pauta sensível que está ali no meu quadro, que eu olho todos os dias, acompanho e monitoro”, garantiu a deputada.