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Técnica do Dieese explica o processo de investigação do Banco Master
A técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Paula Reisdorf, acompanhou a audiência pública realizada na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, que tratou dos impactos à ordem econômica e aos direitos dos consumidores decorrentes da aquisição, pelo Banco de Brasília (BRB), do controle acionário do Banco Master.
A audiência integra o esforço de diversos segmentos da sociedade que buscam entender o que ocorreu com o Banco Master, já que a Casa tenta criar mecanismos de transparência e proteção ao consumidor, analisando os impactos dessa operação sob a ótica da governança corporativa, da concorrência e da regulação do setor bancário.
O encontro também buscou discutir os possíveis riscos e desafios decorrentes dessa aquisição, promovendo um debate qualificado com especialistas, representantes do setor e demais interessados.
Em entrevista ao Poder Delas, a técnica do Dieese afirmou que é preciso continuar cobrando para que haja consequências para as pessoas que tomaram a decisão de usar um banco público para salvar um banco privado.
“É um momento muito crítico para a gente ficar atento e continuar pedindo audiências públicas, pedindo mais investigações para a gente chegar a ter a totalidade sobre esse caso”, diz Paula Reisdorf.
Ela também explicou como o Dieese atuou neste caso e quais foram os resultados da investigação, que, conforme ressaltou, ainda está em andamento.
“Vimos várias problemáticas. Por exemplo, nós observamos que o Banco Master tinha uma concentração muito alta entre os dez maiores devedores; enquanto em outros bancos esse percentual chega a ser de 0,02%, no Master era em torno de 10%. Então, nós vimos várias coisas fora do comum”, detalha.
O Banco Master deixou de existir como instituição ativa desde a liquidação decretada em novembro de 2025. Investidores e credores devem recorrer ao FGC, respeitando os limites de cobertura (até R$ 250 mil por CPF/CNPJ conforme regra vigente).
O caso abriu uma forte discussão sobre governança bancária, transparência e regulação do setor financeiro no Brasil: há questionamentos sobre a leniência regulatória, o uso de instrumentos de alto risco e os mecanismos de proteção ao investidor/consumidor.

