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    A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, foi uma das participantes da audiência pública realizada nesta terça-feira (2) na Comissão de Comissões de Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados que debateu sobre a construção do Plano Nacional de Juventude.

    Em seus posicionamentos, a presidente da UNE ressaltou a necessidade de se ter uma plano forte e que de fato atenda às expectativas da juventude brasileira. Segundo ela, que falou com o Poder Delas depois da audiência, o plano deve retirar a juventude do atual papel de agente passivo das políticas públicas e passe a dar a ela o poder de voz “ativa” na construção de seu destino e futuro.

    “Tivemos avanços muito positivos na discussão dessa política pública que é fundamental desde falar do papel da educação, para apontar para juventude perspectivas até a importância da participação da juventude, não como mera destinatária de políticas públicas, mas como sujeita ativa da sua construção”, afirmou Bianca Borges.

    A presidente da UNE disse que a discussão que ocorreu durante a audiência pública mostrou que tem muita gente no Brasil interessada em tirar esse Plano Nacional de Juventude do papel e fazer com que ele seja concluído com o intuito de moldar não só o futuro, mas o presente do país.

    “Inclusão, dignidade, trabalho digno, educação de qualidade e vida plana. Ele [o Plano Nacional de Juventude] tem um desafio muito grande que é de responder aos desafios de um país que é continental e de uma juventude que é tão diversa”, ressaltou.

    Ao responder sobre o que deve ser um plano ideal para a juventude, a presidente da UNE diz que ele precisa assegurar o direito da juventude dentro e fora das universidades e de seus direitos de permanecer na educação, de acessar a escola ou universidade, e, principalmente, emprego digno.

    “Para que os jovens possam, não só construir uma vida mais digna para si e suas famílias, mas também contribuir para o desenvolvimento econômico, social e cultural do nosso país”, afirma.

    Para Bianca Borges, o que falta à juventude é oportunidade, pois, segundo ela, muitos jovens não participam ativamente da sociedade, não porque não quer – que seriam os chamados “nem, nem” – mas por não saber de seus efetivos direitos – portanto, seriam os “sem, sem”.

    “A juventude, sem dúvida, é ‘sem, sem’. Não só tem o direito de participar, mas se quer reconhece que seria sujeita ativa desses direitos. Se quer reconhece que tem direito a trabalho, educação, lazer e cultura. Então, é muito positivo ouvir esse dado que 80% dos jovens acreditam em um futuro melhor porque eu acho que isso mostra resiliência e esperança para uma juventude que, infelizmente, encontra-se desamparada e sem perspectiva”, diz Bianca. “E é por isso que ela não está estudando, que não está trabalhando.”