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    A deputada federal Maria Rosas (Republicanos-SP) votou, enquanto relatora do projeto de lei 4242/21 na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, pela aprovação do texto que busca autorizar as escolas públicas de nível básico e superior de ter disponível em suas bibliotecas exemplares da Bíblia.

    De autoria do deputado Milton Vieira (Republicanos-SP), o projeto em questão, foi proposto com o intuito de, segundo o autor, fortalecer o aspecto cultural que o texto bíblico tem a oferecer.

    “Pela sua importância cultural e, sobretudo, espiritual, justifica-se a presente iniciativa de garantir que, na biblioteca de cada instituição de ensino, os estudantes e todos os membros da comunidade escolar a ela tenham acesso”, afirma Vieira.

    O autor lembra que a Bíblia possui um “magnífico conjunto de ensinamentos” que é seguido por diversas sociedades, ajudando a desvelar o ser humano, sua origem e natureza.

    “A Bíblia ocupa lugar insuperável na literatura mundial. Trata-se da obra literária mais traduzida, editada e lida em todos os tempos. É referência espiritual para bilhões de pessoas que nela encontram inspiração, sentido para suas vidas e luzes para seu caminhar”, lembra o deputado.

    No mesmo intuito, foi o relatório da deputada Maria Rosas que fez uma pequena alteração no texto original, que trazia o termo “obrigatório” e a relatora mudou para “autorizativo”.

    “É autorizativo para que todas essas bibliotecas tenham esse exemplar. Esse exemplar, é muito importante no nível cultural, no nível histórico”, disse a deputada ao falar com o Poder Delas logo após aprovação do texto na Comissão de Educação.

    A deputada disse ainda que a bíblia é um livro importante, pois é o livro mais lido no mundo. Ela diz também que ela tem enquanto conteúdo, princípios éticos, artísticos, e de ensinamentos múltiplos.

    “Então, ter esse livro como direção para pessoas quiserem, tiverem vontade, tem que ter essa oportunidade de ter um livro em um lugar acessível. Que eles possam ter essa condição e essa oportunidade de ter acesso à bíblia”, afirmou Maria Rosas.

    O texto segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados. Sobre a possibilidade do texto ser aprovado nesse colegiado, a deputada afirma.

    “Não é de cunho religioso, não é obrigando ninguém a seguir uma religião, mas, sim, ter a bíblia acessível a todos consultarem. Por isso, acredito que vai ser aprovado, por ter essa conotação”, conclui.