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Atriz Úrsula Corona é homenageada na Câmara dos Deputado em razão do Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino
A Câmara dos Deputados realizou na manhã desta quarta-feira (19) sessão solene para celebrar o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. Requerida pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP), a sessão buscou enfatizar o dia 19 de novembro que foi instituído pela ONU, em 2014, e que atualmente é comemorado em mais de 150 países.
“Esta data simboliza o reconhecimento da importância das mulheres no mercado empreendedor e na promoção da liberdade econômica e da equidade”, diz a deputada.
Dados do Monitor Global de Empreendedorismo 2023 1 (GEM), mostram que 54,6% dos brasileiros com intenção de empreender até 2026 são mulheres. Esse número supera a participação masculina registrada no ano anterior. Já o relatório técnico do Sebrae, divulgado em março de 2024, aponta que existem cerca de 30 milhões de empreendedores no Brasil, dos quais mais de 10 milhões são mulheres.
A sessão solene foi dividida em duas partes. Na primeira, que ocorreu no plenário da Câmara, houve discursos e participação de diversas mulheres que são diretoras ou autoridades públicas. Já na segunda parte, que ocorreu no salão nobre da Casa, houve a entrega de prêmios para mulheres que são reconhecidas por sua capacidade de empreender.
Entre essas mulheres, estava a atriz, apresentadora, cantora e compositora Úrsula Corona, que conversou com o Poder Delas e destacou que ser empreendedora é um ato de resiliência diária. Segundo ela, essa constatação se dá pelo fato de que sozinha a gente não faz nada, e que essas redes de integração com outras mulheres, estimulam a não desistir, e a entender que no caminho de empreendedorismo ninguém está sozinho.
“Estou muito grata de poder falar um pouquinho sobre o nosso trabalho que nós fazemos aqui no Brasil, Angola e Moçambique. Dizer que a gente tem muitos sonhos, vontades e muita gratidão por tudo que a gente já conseguiu entregar e outras coisas que ainda estão na esteira”, disse.
Úrsula é coordenadora do Movimento Fome de Tudo que, como ela bem ressaltou, não é um instituto voltado para o assistencialismo, mas sim, para o desenvolvimento e fortalecimento das pessoas.
“A gente está sempre buscando desafios estruturantes, a gente foca na arquitetura econômica para poder ter a janela de saída, seja para o indivíduo, seja para a comunidade”, lembra.
Sobre a arte de empreender e de criar seu próprio negócio, a atriz diz que começou sua carreira ainda como atriz mirim aos 8 anos e que se considera uma privilegiada, uma vez que sempre contou com o apoio familiar.
“Eu tive sorte porque tive uma estrutura familiar muito forte, de valores. Infelizmente a mulher nem sempre tem. A mulher às vezes está em casamento tóxicos, vive violência doméstica por uma questão econômica”, diz. “Então, quando nós falamos em um movimento de empreendedorismo feminino, a gente tem que levar em conta que o que a gente quer é potencializar aquela mulher.”
Na opinião de Úrsula Corona, a mulher nunca está sozinha, porque ou ela é mãe, ou ela é filha, e, por isso, é preciso entender que para poder potencializar economicamente, é preciso também potencializar o lado humano.
“Existe uma proteção social que também é urgente e que antecede essa estrutura. Aqui somos representante de um mundo aí fora. No Brasil, a gente tem mais de 47 milhões de empreendedoras entre homens e mulheres”, argumenta.
Ao dar um conselho para mulheres que querem empreender, Úrsula salienta que é preciso, além de coragem, ter muita noção e se preocupar com o lado financeiro do negócio que se pretende abrir, pois, caso contrário, aquilo que era para ser um sonho, para dar autonomia às mulheres, pode passar a ser um grande problema.
“Porque quando a gente empreende, a gente tem que saber quanto custa o nosso produto, qual é o nosso lucro necessário, qual é o capital de giro. Às vezes a gente aumenta a venda e acha que está tudo resolvido. Mas se a gente não entende que compreender economicamente, ter uma educação para a gente poder crescer junto com o nosso gráfico de crescimento, isso pode ser nosso pior inimigo”, explica Úrsula.

