Ouvir este artigo
    — palavras
    00:00 00:00

    A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano nesta quarta-feira (5). É a terceira manutenção consecutiva desde que autoridade monetária interrompeu o ciclo de aperto monetário, em julho.

    “A decisão do Copom de manter pela terceira de vez a taxa Selic em 15% é prejudicial aos investimentos produtivos, ao acesso ao crédito, à geração de empregos e ao equilíbrio das contas públicas”, escreveu a ministra em suas redes sociais. “É prejudicial ao Brasil”, completou.

    Em nota, o Copom não sinalizou o início do corte da taxa, reforçando que o cenário está incerto e exige “cautela na condução da política monetária”. O colegiado também voltou a citar a manutenção dos juros “por período bastante prolongado” para levar a inflação à meta.

    Para a ministra, é impossível o país se desenvolver economicamente com uma taxa de juros de dois dígitos. Segundo ela, o Copom erra a agir desta forma, uma vez que não haveria motivos reais para que a manutenção dos juros permanecesse em extremamente elevados.

    “Nenhuma economia do mundo pode conviver com um juros reais de 10%. Nada justifica uma decisão tão descasada da realidade, dos indicadores econômicos, das necessidades do país”, observa Gleisi.