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Representante do Movimento Cultural Periferias comenta a respeito da produção de políticas públicas voltadas para as culturas periféricas
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados realizou na tarde desta quarta-feira (5) audiência pública para debater a formulação, o fortalecimento e a implementação de políticas públicas voltadas para as culturas periféricas, que são fundamentais para a diversidade e a democratização cultural no país.
Proposta pelo deputado Alfredinho (PT-SP), a audiência contou com participação de diversos agentes culturais que atuam diretamente com a produção artística e cultural das periferias brasileiras. De acordo com o requerimento apresentado pelo deputado, apesar de sua reconhecida vitalidade e capacidade de mobilização comunitária, essas manifestações culturais ainda enfrentam barreiras estruturais para acessar mecanismos de fomento, espaços de divulgação e instâncias de decisão política.
“Esta exclusão perpetua um ciclo de marginalização que ignora o potencial transformador dessas produções culturais”, diz o deputado.
Uma das convidadas da audiência pública foi a ativista cultural Andressa Lima de Souza, representante do Movimento Cultural das Periferias, movimento sediado em São Paulo, que falou com o Poder Delas a respeito das conquistas e dificuldades que os movimentos artísticos e culturais das periferias enfrentam para desenvolver seus projetos.
“A gente levantou alguns pontos, como a lei de fomento às periferias que foi aprovada em São Paulo e já tem 10 anos”, diz.
Andressa de Souza ressalta que a agora a ideia é ampliar essa lei, para que ela atinja todo o território nacional. “A gente traz uma experiência não é um lugar de estamos aqui para dizer a verdade. A dificuldade se dá, porque a lei, as políticas públicas se fazem de uma forma digna, quando a gente tem a participação popular”, explica.
Na visão da ativista cultural, as maiores dificuldades que se tem para elaborar e aplicar uma lei desta natureza, é conseguir as participações das pessoas na elaboração dessas prospostas.
“Porque as pessoas estão precarizada. Nesse sentido, a gente entende que é um âmbito bem importante, mas nós também precisamos que os parlamentares se solidarem juntamente com o Ministério da Cultura”, diz.
Andressa de Souza lembra ainda que é importante dizer que periferia é um termo muito diverso. “A gente entende que é necessário porque as periferias estão aí, elas constroem o mundo, são as pessoas periféricas que saem de suas casas para trabalhar, para fazer a roda girar.”

