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    A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) classificou como “dia histórico” a decisão do plenário da Câmara dos Deputados que aprovou no começo da noite desta terça-feira (4) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade de cinco dias atuais para 20 dias, de forma escalonada a partir de 2027, para trabalhadores inscritos no regime da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho).

    Aprovado de forma simbólica, o texto agora segue para o Senado, onde, segundo apuração de nossa reportagem, também será aprovado. De acordo com o texto, o início da transição é apenas a partir de 2027, dando tempo de adaptação à medida. Desta forma o tempo de licença será de 10 dias em 2027; 15 dias em 2028; e 20 dias em 2029.

    Uma das entusiastas do texto, a deputada federal Tabata Amaral falou ao Poder Delas e comentou sobre os avanços que o texto aprovado traz. Segundo ela, o projeto olha não apenas para os pais, mas também para as mães e, sobretudo, para as crianças que passam a ter mais tempo com os pais assim que nascem.

    “Esse é um apoio essencial para as mulheres que muitas vezes fizeram uma cesárea, tem uma complicação, tem uma depressão pós-parto, ou simplesmente merecem compartilhar tudo isso e ter esse apoio”, disse a deputada.

    Tabata diz ainda que o trata-se de um projeto que irá permitir que os pais possam construir vínculos e se costumar com essa nova configuração de família, que divide as funções do lar e da criação com os filhos entre o pai e mãe.

    “E sobretudo é um projeto para as crianças. Porque cuidar da primeira infância é cuidar do nosso futuro. Uma baita vitória”, afirma a deputada.