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    A gerente de sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Cláudia Salles, participou, nesta terça-feira (21), de audiência pública nas comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para debater sobre a Política Nacional de Minerais Estratégicos, com ênfase na Amazônia.

    Com o intuito de discutir critérios de soberania e segurança nacional na exploração desses minerais e avaliar propostas para uma política pública específica para o setor, a audiência foi proposta para buscar entender a realidade brasileira que indica que o páís concentra cerca de 23% das reservas mundiais de terras raras, que são usadas em baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de alta tecnologia.

    Ao falar com o Poder Delas logo após a realização da audiência, a gerente de sustentabilidade de IBRAM, disse que o debate se faz oportuno, uma vez que o Brasil tem catalogado cerca de 19 mil unidades produtoras de terras raras e cerca de 51 substâncias principais que podem ser mineradas.

    “A importância deste assunto ser tratado de uma maneira sólida pelo Brasil, da perspectiva de garantir a soberania nacional, a segurança mineral e o desenvolvimento para o nosso país”, diz Cláudia Salles.

    A gerente do IBRAM lembra ainda que o Brasil além de ser um país biodiverso, ele também é “geodiverso”.

    “A gente tem uma quantidade de bens mineiras sob o nosso solo. Esses bens mineiras são explorados por empresas de mineração. Lembrando que a atividade da mineração, o bem mineral, é um bem da União consentido ao um ente privado”, afirma.

    Para Cláudia Salles, que atua justamente no segmento da sustentabilidade dentro o instituto, é preciso, antes de falar em exploração dessas terras raras e dos minerais estratégicos, é preciso conciliar desenvolvimento econômica, preservação ambiental e justiça social.

    “E para você garantir a sustentabilidade de um território, de uma atividade no país, tudo isso precisa ser consertado de uma maneira bastante organizada”, ressalta a diretora de sustentabilidade do IBRAM.