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“Representatividade seletiva não é empoderamento, é conveniência”, lembra Any Ortiz ao comentar sobre movimento que visa convencer Lula a indicar uma mulher para o STF
A deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS) criticou o movimento coordenado por artistas mulheres que pedem para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indica para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que vai se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), uma mulher.
A crítica da deputada se dá em razão do fato que as mesmas artistas mulheres que pedem mais representatividade visando maior participação das mulheres nos espaços de poder, não teve a mesma postura quando se tratou de comemorar o prêmio dado à María Corina Machado, líder política venezuelana que ganhou o Nobel da Paz, mas que não teria recebido os parabéns do governo brasileiro pelas honrarias.
“Representatividade seletiva não é empoderamento, é conveniência”, afirma a deputada.
Para a parlamentar, o governo e seus apoiadores erram ao achar que a defesa dos direitos das mulheres pode ser algo seletivo, ou seja, quando se trata de defender os direitos de uma mulher que tenha viés mais à esquerda, há um engajamento e uma postura mais combativa, mas quando fala-se em de defender os direitos de alguma mulher que seja simpatizando da direita, essa mesma defesa não seria feita.
“É exatamente isso que muitos artistas, de forma conivente, têm pregado ao longo do tempo: o uso de causas sociais como ferramenta política. O objetivo é claro: não é dar poder ao povo, mas concentrá-lo nos governos dos quais eles se beneficiam”, afirma Ortiz.

