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    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, no último dia (18), abriu o seminário “Diálogos para a Construção da Estratégia Brasil 2050”, em Campo Grande (MS), capital do estado cuja a ministra tem base eleitoral, dizendo que o Brasil, historicamente, não tem a cultura de planejar a longo prazo. Segundo a Tebet, isso precisa mudar e o país precisa saber o que vai fazer e o que quer para os anos de 2030, 2035, 2040, 2045 e 2050.
    “Alguém compra um carro novo hoje sem fazer as contas, sem saber se pode pagar as prestações? Sem projetar e dizer: de onde eu vou tirar? O que eu vou cortar? Onde eu vou colocar? O Brasil não faz isso”, disse a ministra.

    Para Tebet, essa ideia de planejar o futuro do país é essencial tanto para o aumento da qualidade de vida da população quanto para atrair investimentos nacionais e estrangeiros.

    “É por isso que, desde o início do ano passado, assumimos essa meta de estabelecer a Estratégia Brasil 2050, uma estratégia nacional de longo prazo. Nosso objetivo é claro: erradicar a miséria, diminuir a pobreza e garantir um futuro digno para todos em nosso país”, ressaltou Tebet. “Planejar o futuro do Brasil é a nossa missão”, completou.

    Na opinião da ministra, o país já faz, de forma obrigatória, um planejamento anual, porém, ainda não consegue estabelecer metas a longo prazo e isso precisa ser corrigido o mais rápido possível.

    “O Brasil planeja de forma anual. Todo ano da Câmara de Vereadores vota o orçamento das prefeituras. O governo do estado sua LOA e o governo federal da mesma forma. Qual é o planejamento de longo prazo?”, indaga a ministra.

    Ainda de acordo com ela, é preciso que o país se una em torno desse propósito para enfrentar a desigualdade, promover o desenvolvimento sustentável e tornar o país mais competitivo.

    “O Brasil que nós queremos depende de nós unirmos as nossas mãos e colocarmos como bandeira principal, o Brasil, que é um país tão rico, não pode e não vai ter um povo tão pobre nos próximos anos”, afirmou.

    O que for plantado agora, lembra Tebet, será colhido no futuro e é responsabilidade das autoridades públicas começar a levantar e propor esse debate na sociedade para que a cultura do imediatismo comece a dar lugar para um planejamento estratégico que, às vezes, não é feito da noite para o dia, mas, sim, durante anos e até décadas.

    “Essa é a nossa missão: erradicar a miséria, diminuir a pobreza, dar c0ndições sociais para os nossos jovens, através da educação, terem um futuro digno. Nós não podemos falhar com a missão de cuidar do futuro próximos das nossas crianças, dos nossos jovens, nosso estado e nosso país”, destaca a ministra.

    A Estratégia Brasil 2050 está em fase de elaboração e vai consolidar um documento de referência para o planejamento de longo prazo do país.