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‘Ter mulheres nos espaços de decisão não é favor, é justiça’, diz Zenaide Maia ao defender que 30% das vagas em conselhos de empresas públicas sejam para mulheres
O projeto de lei 1246/21 que estabelece a obrigatoriedade de reserva mínima – 30% – de participação de mulheres em conselhos de administração de empresas públicas, estatais e companhias abertas para mulheres recebeu apoio da senadora Zenaide Maia (PSD-RN). A senadora se posicionou a favor do projeto que, segundo ela, irá corrigir um “desequilíbrio histórico”.
“Mesmo com competência de sobra, as mulheres ainda são minoria nos cargos de comando. Isso precisa mudar”, afirma Zenaide.
De acordo com o projeto, que é de autoria da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), ao menos, 15% das vagas deverão ser asseguradas para mulheres negras, lésbicas, bissexuais, transexuais ou intersexuais, e mulheres com deficiência.
“As evidências dos benefícios da diversidade de gênero em empresas são claras. E, ainda que não o fossem garantir a maior participação de mulheres na alta administração das grandes empresas brasileiras revela-se um imperativo categórico: a medida deve ser adotada porque é certa e justa. Diversos países estão engajados em avançar essa agenda e tornar seus mercados corporativos mais equânimes e representativos. É hora de o Brasil se manifestar”, sustenta a autora do projeto.
Para Zenaide Maia, a aprovar o projeto é também empoderar as mulheres e contribuir para a diminuição da violência de gênero, uma vez que muitos crimes cometidos contra às mulheres ocorrem em razão da forte dependência econômicas que as mulheres ainda tem em relação aos homens.
“Ter mulheres nos espaços de decisão não é favor, é justiça. É garantir olhares diferentes, mais sensíveis, mais diversos. E isso melhora, com certeza, a gestão e os resultados e fortalece a democracia”, diz. “Isso é empoderar as mulheres e, não tenha dúvida, é prevenir contra as mulheres”, completa a senadora.
Zenaide lembra ainda que uma das maiores empresárias do país, a Luiza Trajano, do Magazine Luiza, já garante em suas empresas que 40% dos cargos em conselhos sejam ocupados por mulheres.
“Ter mulheres nas decisões não é privilégio — é justiça, é eficiência, é democracia. Estamos falando de diversidade real. De garantir espaço para quem foi sistematicamente deixada de fora”, ressalta a senadora.
O projeto já foi aprovado no Congresso Nacional e aguarda sanção presidencial.

