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    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), já protocolada no Congresso Nacional, para investigar fraudes nas contas de pensionistas e aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tem apoio da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). A parlamentar, que foi uma das signatárias do pedido de abertura da investigação, diz que se “há denúncia é preciso investigar”.

    “Coloquei meu nome na lista de assinaturas, pois diante das graves denúncias nas últimas semanas deflagradas na operação Sem Desconto, da Polícia Federal, pudemos saber desse escândalo que fez mais de um milhão de vítimas em todo o Brasil”, argumenta Gabrilli.

    O pedido de CPMI assinado pela senadora, conta também com apoio de outros 35 senadores e de 223 deputados, ou seja, já tem o número mínimo exigido para requerer esse tipo de comissão, que é de 27 senadores e 171 deputados , um terço da composição de cada Casa legislativa.

    “Quem conhece a minha trajetória sabe do meu trabalho pautado na transparência e na ética com foco total na defesa dos mais vulneráveis. É o caso das pessoas com deficiência e idosas, que foram covardemente afetadas pela fraude do INSS”, afirma Gabrilli.

    Foto: Agência Senado

    O pedido de abertura da CPMI ganhou força depois que a Policia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) realizaram, no último dia 23 de abril, uma investigação para apurar fraudes no INSS. De acordo com os investigadores, o esquema funcionava com a cobrava de mensalidades irregulares, descontadas dos beneficiários de aposentados e pensionistas, sem autorização. Estima-se que os desvios ocorreram entre os anos de 2019 e 2024, e o montante cobrado indevidamente pode chegar a R$ 6,3 milhões.

    “Nessa semana mesmo pude questionar o atual ministro da Previdência sobre a urgência que o caso pede em ser resolvido e as vítimas reembolsadas com máxima prioridade”, disse Gabrilli ao se referir ao atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz, que esteve no Senado, na semana passada, para prestar esclarecimentos sobre sua pasta. “A população exige que seja feita justiça”, conclui a senadora.