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    A Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados disse em nota que se solidariza com a deputada federal Marussa Boldrin (MDB-GO) que teria sido vítima de violência doméstica. De acordo com a nota, que foi lida em plenário pela coordenadora da secretaria, deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), a atitude de parlamentar em denunciar os casos de violência expressa sua “coragem e dignidade” diante de um problema que aflige cada vez mais a sociedade.

    “Esse ato de bravura, ao romper o silêncio e expor as agressões, é um gesto de resistência e força que evidencia a importância de enfrentar a cultura de violência contra a mulher. Sua fala ecoa como um chamado para que nenhuma mulher se cale diante de qualquer tipo de agressão”, diz a nota lide por Benedita da Silva.

    Coordenadora-Geral da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, deputada Benedita da Silva – Foto: Câmara dos Deputados

    O caso de violência doméstica envolvendo da deputada Marussa Boldrin veio à tona, nesta segunda-feira (28), depois que a própria parlamentar usou suas redes sociais para fazer a denúncia por meio de uma carta aberta.

    “Eu estive em um relacionamento abusivo. Dizer isso em voz alta já é, por si só, um ato de coragem. Durante anos, fui silenciada dentro da minha própria casa. Fui desvalorizada, desacreditada, diminuída como mulher, como mãe e como profissional. E, por muito tempo, acreditei que por suportar em silêncio era o caminho. Hoje sei que não era”, escreveu Boldrin.

    A deputada tem dois filhos com o ex-marido, Sinomar Júnior, que é advogado e já foi superintendente na Secretaria de Esportes de Goiás.

    Ainda de acordo com a deputada, as agressões psicológicas começaram logo após o nascimento da primeira filha, e continuaram sendo que, a partir de 2023, começaram também as agressões físicas.

    “Não quero mais carregar essa dor calada. Não quero mais fingir que está tudo bem. Não aceito mais ser abusada, nem física, nem moral, nem psicologicamente. Hoje, eu começo a escrever um novo capítulo da minha vida. Um capítulo de cura, de força, de dignidade. Por mim. Pelos meus filhos. Por todas nós”, afirma a Boldrin.

    O caso está sendo pela Delegacia de Polícia de Rio Verde. A deputada já pediu medida protetiva na Justiça com base na Lei Maria da Penha.